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A Osteoporose tem cura?

A Osteoporose é comum em pessoas idosas e raramente se manifesta em crianças e ou adultos jovens. Considerada como quadro fisiológico do envelhecimento, a Osteoporose não tem cura depois de instalada, mas pode ser evitada, conforme informações dos estudos científicos que investigam possíveis soluções para o problema.

Por enquanto, há tratamentos que podem levar a uma melhora do quadro e que trazem bem-estar ao paciente (você encontra detalhes sobre os tratamentos para essa doença aqui). Quando diagnosticada com Osteoporose, a pessoa deve aprender a conviver com ela e tentar diminuir ou frear a velocidade de evolução, já que costuma piorar gradativamente.

Para isso, vale lembrar o que acontece no arcabouço ósseo de um paciente com Osteoporose. A pessoa, desde o nascimento, passa pelo processo de crescimento de todo o seu esqueleto, atingindo o pico de massa óssea em torno dos 20 aos 30 anos de idade.

A partir daí, inicia-se um processo natural de renovação óssea – é isso mesmo, nosso esqueleto não é estático!  Os ossos do nosso organismo são constantemente renovados, numa taxa em torno de 40% a cada ano.

A renovação óssea

A renovação acontece devido a dois tipos de células. De um lado, há os osteoclastos, cujo trabalho é absorver os minerais dos ossos, deixando-os mais fragilizados. Do outro, há os osteoblastos, que produzem a osteogênese, ou a deposição de material ósseo.

Para isso, os osteoblastos utilizam cálcio, que é absorvido pelo osso com o auxílio da vitamina D.  Uma boa saúde óssea requer uma dieta alimentar rica em cálcio e exposição frequente à luz solar, que ativa a vitamina D circulante no corpo humano.

O processo de renovação óssea funciona adequadamente até ao redor dos 45 anos.  A partir daí inicia um desequilíbrio onde os osteoclastos retiram mais tecido ósseo do que os osteoblastos conseguem repor. Em casos especiais, como em doenças metabólicas, severa restrição alimentar ou sedentarismo intenso, este desequilíbrio pode se estabelecer mais cedo.

O início do declínio de massa

Segundo o médico ortopedista Osvandre Lech, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), é considerada normal a perda de cerca de 0,5% de massa óssea por ano, a partir dos 45 anos, como consequência do início do processo de envelhecimento.

A maior incidência de Osteoporose ocorre nas mulheres, já que na menopausa os ovários reduzem a produção do hormônio estrogênio e, sabe-se, que sua diminuição ou ausência acelera a atividade de reabsorção óssea.

O primeiro sinal de alerta é quando a perda de massa óssea atinge entre 10% e 15%, condição conhecida como Osteopenia. Se o quadro atingir 25% de perda óssea, a classificação é de Osteoporose.

Nesta condição, com o passar do tempo os ossos vão ficando cada vez mais porosos e frágeis. As regiões mais afetadas do esqueleto humano são: coluna vertebral, punho e quadril.

Para deter a progressão da Osteoporose é necessário reverter a perda de massa óssea resultante da evolução da doença, lembra Lech. Ou seja, estimular a ação dos osteoblastos, ou reduzir a atividade dos osteoclastos.

Portanto, se você ou um ente querido possui Osteoporose, consulte um médico e siga as múltiplas recomendações, seja para manter uma dieta balanceada, exposição frequente à luz solar, atividade física rotineira para fortalecer a musculatura dos membros superiores e inferiores, o que reduz os riscos de quedas, que podem causar fraturas em razão da fragilidade óssea.

Por outro lado, se você ainda tem ossos fortes, comece já a cuidar para mantê-los o mais saudável possível e, assim, reduzir os riscos de chegar ao quadro de Osteoporose. Quer saber como? Esse é o tema de um próximo post. Aguarde!

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