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Como identificar a Osteoporose?

Você já deve ter ouvido que a Osteoporose é uma doença silenciosa. Isso porque a pessoa pode não ter qualquer sintoma enquanto os ossos vão se enfraquecendo, como resultado da doença. Até por isso que, muitas vezes, a doença só é diagnosticada após a ocorrência de uma fratura.

Nós também não sentimos que nossos ossos vão, naturalmente e o tempo todo, sendo substituídos no decorrer da nossa vida. A massa óssea é absorvida e substituída pelo organismo. A total substituição que é perdida num indivíduo de boa saúde acontece até os 45 anos, em média. A partir daí, começa um descompasso: a perda pode ser maior do que a quantidade reconstruída.

Quando o paciente apresenta uma perda de 25% de massa óssea, ele é diagnosticado com Osteoporose, o que deixa os ossos fracos e mais sujeitos a fraturas. Porém, este quadro não acontece de um dia para o outro. Antes de chegar à Osteoporose, a menor perda é classificada como Osteopenia.

O diagnóstico no início do processo é válido, porque os tratamentos podem adiar a progressão da doença. Assim, é possível evitar as chamadas fraturas osteoporóticas, que podem acontecer em qualquer osso, com exceção do crânio. Geralmente, elas ocorrem no punho, na coluna e no fêmur, sendo este último o mais complicado, podendo levar a dor, deformidades, incapacidade e até mortalidade.

Exame de diagnóstico

O exame que diagnostica a Osteoporose é a densitometria óssea de coluna lombar e do fêmur, que indica a quantidade de massa óssea da pessoa. Ela é fundamental e deve ser realizada periodicamente, em geral a cada um ou dois anos. O procedimento, indicado para pessoas com uma determinada idade, características e hábitos, é totalmente indolor.

Outros exames, como raio-X simples, tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassom e biópsia óssea, não são usados para o diagnóstico, mas podem ser solicitados pelo médico para avaliar a massa óssea ou ter detalhes sobre uma fratura sofrida, por exemplo, mas de forma complementar à densitometria.

Um exame de sangue, que indique os níveis de Vitamina D, por sua vez, também faz parte do procedimento de avaliação.

Indicações da densitometria

A Osteoporose atinge mais as mulheres durante o período da menopausa. As estimativas apontam para cerca de 200 milhões de mulheres com a doença em todo o mundo. Calcula-se em 10 milhões de brasileiros com Osteoporose e em torno de 1 milhão de fraturas decorrentes a ela por ano.

A National Osteoporosis Foundation (NOF) indica que a densitometria óssea deverá ser solicitada pelo médico a todos as pessoas acima de 65 anos.

Além da menopausa e da idade, algumas pessoas apresentam maior risco de contrair a doença e, por isso, devem fazer densitometria. Entre elas, estão as que têm antecedente familiar (principalmente do lado materno) de fraturas; quem tem restrição alimentar ou tem dieta pobre de Cálcio; quem consome bebidas alcoólicas em excesso; fumantes; sedentários.

Há ainda maior risco à Osteoporose os pacientes de algumas doenças crônicas, como hipertireoidismo, insuficiência renal crônica, doença pulmonar obstrutiva crônica, artrite reumatoide, entre outras.

Alguns medicamentos, de uso prolongado, também levam à perda óssea, como corticosteroides, entre vários outros.

Profissionais indicados

É comum não saber qual profissional procurar para investigar a possibilidade de Osteoporose ou até para o tratamento da doença, quando o diagnóstico já está feito.

Alguns especialistas médicos são aptos a diagnosticar e tratar pacientes com Osteoporose. Entre eles, destaque para ginecologista (são as mulheres após a menopausa as mais afetadas), endocrinologista, reumatologista e gerontologista (dedicado aos estudos do processo de envelhecimento), além de ortopedista, já que fratura óssea é a principal consequência da doença.

O tratamento pode precisar de acompanhamento de outros profissionais da área da saúde, como fisioterapeuta, psicólogo e neurologista, considerando os efeitos que a Osteoporose pode desencadear na vida do paciente.

Portanto, se você está entre o grupo de maior risco para a Osteoporose, procure o médico para verificar a saúde dos seus ossos. Já se estiver diante da doença, siga o tratamento recomendado. Os cuidados podem envolver vários profissionais, com o objetivo de reduzir o avanço da doença e de promover o melhor bem-estar possível para o paciente.

Fontes:

https://www.fleury.com.br/medico/manuais-diagnosticos/doenas-osteometablicas/osteoporose-osteometabolica

https://cuidadospelavida.com.br/saude-e-tratamento/doencas-dos-ossos/medico-acompanhamento-osteoporose

https://www.gineco.com.br/saude-feminina/doencas-femininas/osteoporose/

https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/hospital/especialidades/reumatologia/Paginas/osteoporose.aspx

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