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Vitamina D e a Osteoporose: entenda a relação

A Vitamina D exerce um papel importante quando examinamos a Osteoporose, doença muito comum, principalmente entre as mulheres após a menopausa, que enfraquece os ossos, tornando-os porosos, o que aumenta o risco de fraturas.

A relação entre as duas não é conhecida há muito tempo. A Vitamina D só foi descoberta nos anos de 1920, quando os estudos indicaram sua eficácia contra o raquitismo (o amolecimento e enfraquecimento dos ossos, essencialmente em crianças, podendo causar deformidades ósseas). 

De lá para cá, foi sendo identificada que a falta dessa vitamina estava ligada a vários outros problemas de saúde, entre eles, a Osteoporose. Há estudos que também relacionam a deficiência dessa vitamina com a esclerose múltipla, diabetes, lúpus, artrite reumatoide, depressão e alguns tipos de câncer.

Como a Vitamina D age?

No caso da Osteoporose, vale lembrar que o Cálcio faz parte da composição básica dos nossos ossos. Por isso, há a recomendação do consumo de alimentos ricos em cálcio.

Entretanto, para que o organismo absorva o cálcio consumido entra em cena a Vitamina D – mais especificamente a Vitamina D3. Ela promove essa absorção, assim como a homeostase do Cálcio, que nada mais é do que manter equilibrada a quantidade do mineral que o nosso corpo precisa.

O problema é que as estimativas indicam que cerca de 1 bilhão de pessoas, em nível mundial, não têm o nível de Vitamina D considerado suficiente. A deficiência ou insuficiência impacta negativamente na absorção do Cálcio, essencial para manter o processo natural de desgaste e reconstrução dos ossos no nosso corpo, durante toda a nossa vida.

As fontes de Vitamina D

Assim, o primeiro passo é saber como está nosso nível de Vitamina D, o que é indicado num simples exame de sangue. Se o resultado for “suficiente”, basta mantê-lo assim, não necessitando reforçar o consumo de alimentos ou suplementos. Até porque essa vitamina em excesso também causa outros distúrbios.

Já se o resultado estiver como “insuficiente” ou “deficiente”, isso merece toda a nossa atenção. A primeira medida a ser tomada é “acordar” a Vitamina D que nós já temos. Como fazer isso? Simplesmente tomando sol.

Explicamos melhor: temos na nossa pele um composto químico chamado 7-dehidrocolesterol. Quando a radiação ultravioleta do tipo B, emitida pelo sol, incide na pele, esse composto é convertido em pré-Vitamina D3. 

Então, ela é transportada por uma proteína até o fígado, onde sofre modificações, continua até os rins, local em que é metabolizada para se tornar ativa. A partir daí a Vitamina D age em vários locais do nosso organismo, sendo os ossos apenas um deles.

A “vitamina do sol”

A vitamina D ativada pela exposição solar responde por 80% a 90% da quantidade no organismo. Por isso, alguns a chamam de “vitamina do sol”. Para que ocorra o processo, porém, o sol deve incidir em uma grande área do nosso corpo. Então, é recomendada a exposição deixando pelo menos braços e pernas à mostra, e sem protetor solar. Isso porque um produto de 30 FPS reduz em 95% a síntese de Vitamina D.

Pessoas de pele clara produzem mais Vitamina D com o sol do que as de pele mais escura, que precisam ficar de três a cinco vezes mais tempo sob os raios solares. No geral, levando a etnia em conta, o indicado é de 10 a 30 minutos por dia.

Apesar de ouvirmos as recomendações para evitar o sol das 10h às 16h, é justamente nesse horário que a radiação do tipo UVB é mais intensa e que sintetiza a vitamina D, assim como o que causa queimaduras solares. Portanto, precisamos ter cuidado e prestar atenção à reação individual da nossa pele.

Alimentos indicados

Os 20% a 30% restantes de Vitamina D podem ser obtidos na alimentação, como ao consumir alguns peixes (salmão, sardinha e atum), produtos lácteos, cereais fortificados e gema de ovo, por exemplo. Entretanto, eles contêm pouca quantidade da substância.

Para se ter uma ideia, uma pessoa de pele clara, ao tomar sol durante 15 a 20 minutos por volta do meio-dia, consegue produzir 10 mil unidades internacionais (UI) de vitamina D. Já uma porção de salmão fresco (não de cativeiro) tem 1 mil UI e uma gema de ovo, apenas 20 UI.

Quando não se obtém naturalmente com o sol e a alimentação a quantidade necessária da substância, uma alternativa é recorrer a um bom suplemento alimentar de Vitamina D.

Em todos os casos, o ideal é ouvir a recomendação do médico, após a realização do exame de sangue. Ele poderá indicar tempo e frequência de exposição ao sol, a dieta e o complemento alimentar corretamente para o seu caso. Também fará um acompanhamento, para evitar a hipervitaminose, quando há o elevado nível de vitamina, que pode causar sintomas tóxicos ao organismo. Afinal, até vitamina demais pode fazer mal.

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