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Conheça os sintomas da Osteoporose

A Osteoporose é uma doença crônica que se desenvolve, na maioria das vezes, sem que o paciente apresente qualquer sintoma. Como é mais comum entre os idosos e a expectativa de vida da população aumentou muito, a Osteoporose já tem sido considerada uma “epidemia silenciosa”. No Brasil, a estimativa é de que existam 10 milhões de pessoas com Osteoporose.

Geralmente, uma pessoa só tem o diagnóstico da doença quando fratura algum osso. Um risco que aumenta no mesmo ritmo ao avanço da idade: quanto mais idosa for a pessoa, maior a frequência de quedas, assim como o risco de uma fratura como consequência disso é crescente.

“Após uma queda ou um evento traumático, pacientes idosos devem ser investigados pelos médicos. Se houve fratura, ela pode ter sido predisposta pela Osteoporose”, diz o médico ortopedista Gilberto Nakama, da Unifesp/EPM (Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina).

A queda em si não é obrigatoriamente causada pela Osteoporose. Costuma ocorrer por uma série de fatores, como falta de equilíbrio, confusão mental ou demência, redução da capacidade física por perda da força muscular, fragilidade dos músculos, tonturas, queda de pressão, dificuldades visuais e auditivas, entre outros.

Então, por trás de uma queda pode haver várias doenças, como Alzheimer, Parkinson, Artrite, Osteoartrose, doenças cardiovasculares e pulmonares. Algumas condições aumentam o risco de queda, como sedentarismo, uso de vários medicamentos e de sapatos inadequados, ambientes não adaptados às necessidades individuais, entre tantos outros, porque a lista é extensa.

Como a Osteoporose provoca redução da massa óssea, deixando os ossos mais porosos, numa eventual queda a chance de uma fratura é maior. No Brasil, as estimativas apontam para cerca de 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose por ano. Entretanto, a fratura pode ocorrer num doente até mesmo sem ele ter caído. 

Confira a seguir, os sintomas e o que a Osteoporose pode causar:

Fratura da coluna vertebral

Segundo a Fundação Internacional da Osteoporose (IOF, na sigla em inglês), a cada 22 segundos um osso é quebrado na coluna em alguma parte do mundo, decorrente da doença. Um número alarmante, não é mesmo?

O sintoma principal, quando isso acontece, é uma dor súbita e costuma ser descrita simplesmente como uma dor nas costas. Infelizmente, um simples analgésico pode resolver a dor, sem ter uma investigação médica que levaria ao diagnóstico.

Porém, a própria IOF alerta que uma fratura na coluna vertebral pode ser a primeira de uma série de outras fraturas. Uma em cada cinco mulheres que tiveram uma dessas fraturas terá outra no prazo de 12 meses.

Além de poder – ou não – apresentar dores, há o risco de se desenvolver a popularmente chamada corcunda (aumento da cifose, no termo médico), caso a vértebra quebre para a frente, levando ao encurvamento, o que não é natural com o envelhecimento, como muitos pensam.

Além disso, uma vértebra quebrada pode reduzir a estatura de uma pessoa em 3 a 4 centímetros.

Fratura do fêmur e do quadril

Uma das mais temidas é a fratura do fêmur, que ocorre geralmente no chamado colo do fêmur, localizado na junção da bacia ou quadril – o osso fêmur é o que vai do joelho à virilha. Segundo levantamento do Hospital das Clínicas de São Paulo, 75% dos idosos com fratura no fêmur tinham Osteoporose. Destes, somente 24% tinham o diagnóstico previamente e somente 8% faziam tratamento para a doença.

Pelo mesmo estudo, somente 50% dos pacientes se recuperaram e voltaram a andar normalmente. Um terço dos idosos com fratura femoral por Osteoporose morrem depois de um ano, mas por complicações de outras doenças (como hipertensão e diabetes) em consequência do longo período de recuperação da cirurgia – muitos pacientes ficam muito tempo acamados.

Os sintomas possíveis vão de dor intensa na coxa e quadril, que piora quando se apoia a perna no chão com força, dificuldade de movimentação até inchaço e hematomas. Dependendo da fratura, a perna pode ficar mais curta do que a que não foi fraturada. É possível ainda que haja uma rotação da perna. “De fato, a fratura no quadril pode levar o paciente a um estado incapacitante”, destaca Nakama.

Fratura no punho

Entre todas as fraturas, as na região do punho são as que apresentam maior ocorrência. Numa queda, a reação instintiva de uma pessoa é tentar se apoiar com as mãos para amortecer a pancada no chão. Além disso, o osso em questão é o rádio, aquele que vai do cotovelo até o punho, que é formado com bastante tecido ósseo esponjoso e, por isso, menos resistente – e essa resistência é ainda mais comprometida quando a pessoa tem Osteoporose.

As fraturas no punho podem acontecer em qualquer local, mas o mais comum é no ambiente domiciliar, quando a pessoa pode tropeçar no tapete ou escorregar no piso molhado do banheiro, por exemplo. Esse tipo de fratura comumente causa dor e inchaço, podendo até apresentar alguma deformidade no local.

Fraturas múltiplas

Como toda a massa óssea de um paciente com Osteoporose pode ficar comprometida, é possível ocorrer fraturas em vários ossos. Entre os sintomas nesse caso, o doente pode ter dores crônicas e dificuldades de movimentar-se, o que pode impactar o estado emocional da pessoa, levando-a inclusive à depressão.

Ninguém deve ignorar uma queda, principalmente se quem caiu for idoso. Mesmo sem sintomas, a queda pode ter provocado uma fratura, e um médico deve ser procurado para que investigue até eliminar as suspeitas. Se o idoso passar muito tempo deitado e sem conseguir andar, o quadro exige ainda mais cuidados, porque nessa situação aumentam os riscos de infecções respiratória, urinária e de pele, podendo trazer graves consequências.

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