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O que é a Osteoporose?

Os ossos estão em constante remodelação durante a nossa vida. Ou seja, o tecido ósseo é naturalmente absorvido e substituído pelo nosso organismo.

Em uma pessoa com Osteoporose, a formação da nova camada óssea não dá conta de compensar a que foi absorvida, resultando em perda de massa ou de densidade óssea de forma gradual e muitas vezes sem sintomas. Assim, os ossos ficam fracos e estão mais sujeitos a fraturas.

A partir dos 45 anos começa a perda natural da massa óssea, numa taxa próxima a 0,5% por ano. Quando essa perda está entre 10% e 15%, a pessoa é diagnosticada com Osteopenia, sendo um sinal para o médico indicar medidas preventivas ao seu paciente.

A classificação como Osteoporose ocorre quando a perda atinge 25% da massa óssea. Coluna vertebral, punho, fêmur e quadril são os mais afetados por essa doença dos ossos, que é crônica e não tem cura.

A Osteoporose é muito comum em todo o mundo, com aproximadamente 200 milhões de mulheres com a doença. Segundo a ONG suíça International Osteoporosis Foundation (IOF), quase 9 milhões de fraturas ocorrem por ano, como consequência da Osteoporose (https://www.iofbonehealth.org/facts-statistics). Significa uma a cada três segundos, em nível mundial.

Ainda de acordo com a IOF, no Brasil são aproximadamente 10 milhões de pessoas com Osteoporose, com estimativa de 1 milhão de brasileiros com fraturas osteoporóticas a cada ano. Com o aumento da longevidade das pessoas, a tendência é de a incidência da doença crescer ainda mais, já que o envelhecimento é um fator de risco importante.

“Em minha opinião, a Osteoporose é um problema de saúde pública”, afirma Gilberto Nakama, médico ortopedista da Unifesp/EPM (Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina). Para ele, é preciso informar a população sobre a doença e a estimular os médicos a investigar a fundo, principalmente diante de uma fratura em idosos. “Precisamos investir em diagnóstico e em ações preventivas”, completa Nakama.

A Fratura é a principal consequência da Osteoporose e pode levar a óbito. Segundo a IOF, a taxa de mortalidade em casos de fraturas é maior em homens do que em mulheres. O Ministério da Saúde divulgou dados da IOF que indicam, por exemplo, que 1/3 de todas as fraturas de quadril no mundo ocorrem em homens, com taxa de mortalidade de até 37% no decorrer do primeiro ano após a fratura, o que representa duas vezes mais do que a fatalidade em mulheres (http://www.brasil.gov.br/noticias/saude/2014/10/dia-mundial-da-osteoporose-alerta-para-perigo-da-doenca-entre-homens).

Nakama reforça a necessidade de prevenção. “Uma vez que teve uma fratura, a pessoa tem grande probabilidade de ter outras. Então, ela precisa ser cuidada.”

Uma das principais causas da Osteoporose é a redução dos níveis de estrogênio, hormônio sexual feminino que tem papel fundamental para a manutenção da massa óssea, assim como um grande protetor do sistema cardiovascular da mulher.

Na menopausa, os ovários reduzem a produção de estrogênio e por isso, as mulheres a partir dos 45 anos de idade são mais propensas a apresentar ossos porosos, parecidos com uma esponja.

Menopausa x Climatério

A menopausa é o marco da vida da mulher quando ela para de menstruar – o diagnóstico é confirmado após 12 meses sem o ciclo menstrual. Já o climatério é o nome dado a todos os sintomas causados pelas variações hormonais, que acontecem antes e depois da menopausa.

Entre esses sintomas estão as ondas de calor, palpitações, cansaço, ressecamento vaginal, entre outros. A perda de massa óssea se intensifica durante o climatério e pode ser diagnosticada com um exame totalmente indolor de imagem, que se chama densitometria óssea.

Fatores de risco

Há vários fatores de risco possíveis para o desenvolvimento da Osteoporose em uma pessoa, além do envelhecimento e da menopausa:

  • Baixo consumo de cálcio na dieta alimentar;
  • Escassez de exposição ao sol;
  • Sedentarismo ou pouca prática de atividade física;
  • Tabagismo;
  • Consumo de bebidas alcoólicas em excesso;
  • Histórico familiar de Osteoporose (propensão genética);
  • Baixo peso (Índice de Massa Corporal/IMC menor que 19);
  • Algumas doenças como insuficiência renal, artrite reumatoide, disfunção na tireoide e diabetes;
  • Taxas de colesterol fora dos padrões ideais;
  • Uso de alguns medicamentos.

Como atuar na prevenção

Muitos dos fatores de risco podem ser evitados pelas pessoas. Entretanto, o ideal é que os cuidados comecem ainda na infância, criando-se o hábito de ingestão de cálcio com consumo, principalmente, de leite e derivados.

A exposição ao Sol – preferencialmente no período da manhã – é recomendada por no mínimo 15 minutos diariamente, para garantir um bom índice de vitamina D no organismo. Essa vitamina ajuda na absorção do cálcio que a pessoa consome e também exerce importante papel para o depósito do cálcio nos ossos.

Para a fase adulta, o Hospital Israelita Albert Einstein recomenda exercícios físicos, como o de levantamento de peso para ajudar a prevenir a perda óssea ou fortalecer os ossos já fracos. Entretanto, deve-se ter cuidado para não sobrecarregar o esqueleto com um peso além do ideal, para não ser prejudicial aos ossos, principalmente aqueles que já estão frágeis.

Todos esses hábitos devem ser mantidos para toda a vida. Entretanto, a pessoa com Osteoporose pode precisar recorrer à reposição de cálcio, de vitamina D, de hormônios e de enzimas, além de medicamentos para possíveis dores. O acompanhamento médico é fundamental para esses pacientes.

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